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	<title>Blog do Petrus &#187; infância</title>
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	<description>Crônicas de um brasileiro</description>
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		<title>Um julgamento no recreio&#8230;</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Jul 2009 01:05:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Petrus</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[amigos]]></category>
		<category><![CDATA[infância]]></category>
		<category><![CDATA[justiça]]></category>
		<category><![CDATA[tribunal]]></category>

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		<description><![CDATA[Alguns dias atrás eu postei uma história da minha infância e citei que de vez em quando tenho momentos nostálgicos. Pois é, hoje tive outro desses momentos o qual também resolvi compartilhar.
Lembro-me de uma manhã, em um recreio qualquer. Eu tinha uns 12 anos, que eu bem me lembre. Era quando eu ainda usava um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Alguns dias atrás eu postei uma história da minha infância e citei que de vez em quando tenho momentos nostálgicos. Pois é, hoje tive outro desses momentos o qual também resolvi compartilhar.</p>
<p>Lembro-me de uma manhã, em um recreio qualquer. Eu tinha uns 12 anos, que eu bem me lembre. Era quando eu ainda usava um aparelho fixo para correção dentária, deixando-me com uma aparência bastante nerd (pior do que sou agora).<em><span id="more-105"></span></em></p>
<p>Pois bem&#8230; Eu e meus amigos estávamos a fazer nada. Só comendo o nosso lanche e jogando a conversa fora. Contudo, queríamos algo para nos divertimos. Uma brincadeira. Foi aí que meu grande amigo Antônio teve uma idéia.</p>
<p>-Que tal brincarmos de tribunal? Com juiz, advogado e tudo? – falou ele. Todos o olharam e automaticamente gostaram da idéia. Logo, eu e meus amigos (eram eles: Thiago, Antônio, Bruno e Acauã) estávamos já decidindo a função de cada um.</p>
<p>-Está certo&#8230; Eu vou ser o promotor, Antônio vai ser o advogado de defesa, Bruno a testemunha e Petrus o juiz. – falou Thiago. – E é claro, Acauã vai ser o réu.</p>
<p>-Por que eu tenho que ser o condenado? E por que é claro? – Falou Acauã, indignado.</p>
<p>-Você tem cara de marginal. – Falou Bruno. Acauã o olhou friamente. – Brincadeira! Na verdade, você é o réu pois só falta esse cargo para começarmos o tribunal.</p>
<p>-E por que eu não poderia ser a testemunha e você o réu?</p>
<p>-Porque você não tem cara de testemunha. – Eu respondi.</p>
<p>-Agora a pessoa tem que ter cara de testemunha para ser testemunha?</p>
<p>-Acauã. Vamos logo com isso. O recreio acaba daqui a pouco.</p>
<p>-Beleza&#8230;</p>
<p>Alguns minutos depois, iniciamos o julgamento. O Tribunal se localizava na escada do colégio. Eu, como juiz, ficava sentado em um degrau mais alto enquanto os outros ficavam em um mais baixo. Thiago, o promotor, ficava a minha direita enquanto Antônio, o advogado de defesa, ficava a minha esquerda. Acauã, o réu, ficava ao meio.</p>
<p>-Pois bem, que se tenha iniciado o julgamento. – Eu falei, com toda pompa possível. &#8211; Estamos aqui, senhores, diante dessa mesa de justiça, para julgar esse homem, civil, solteiro, nascido&#8230; Hã&#8230; Qual é a data do seu aniversário?</p>
<p>-19 de Novembro, senhor. – respondeu ele.</p>
<p>-Que ano?</p>
<p>-Todo ano.</p>
<p>Um silêncio profundo tomou conta do julgamento. Acauã riu.</p>
<p>-Hã&#8230; Beleza.  Nascido no dia 19 de Novembro de algum ano. – Neste momento todos rimos. Depois, eu continuei. &#8211; Agora, vamos às acusações. Promotor Thiago, diga-me do que ele está sendo acusado.</p>
<p>-Meritíssimo. Esse cidadão presente está sendo acusado de homicídio com intenção de matar. Ele matou, deliberadamente, a mulher dele com golpes seguidos em sua caixa craniana. A arma usada: uma colher. – Pronunciou Thiago. Acauã o olhou ironicamente e falou.</p>
<p>-Thiago, você come o que para ter uma imaginação dessas? -</p>
<p>-Bem&#8230; Para ter uma boa acusação você tem que ter matado alguém. A colher foi a primeira arma que me veio à cabeça. – Respondeu Thiago. Outro silêncio profundo tomou conta do julgamento.</p>
<p>-Hã&#8230; Beleza. – Falei rindo. – Senhor Acauã, é verdade que você matou a sua esposa à colheradas?</p>
<p>-Eu era casado?</p>
<p>-Era sim.</p>
<p>-Então eu matei sim. – Falou Acauã, em tom inocente. Antônio, neste momento, olhou atônito para Acauã.</p>
<p>-Oh criatura! Não admita! Você tem que provar que é inocente.</p>
<p>-Ah! Desculpa!Então eu não matei. Eu nego. – Falou Acauã.</p>
<p>Silêncio.</p>
<p>-Aiai&#8230; Beleza. – Falei rindo. – Pois bem&#8230;</p>
<p>-Petrus, dê logo o veredicto. Já vai tocar e vai ser aula de educação física. – Resmungou Bruno.</p>
<p>-Protesto! – Falou Antônio.</p>
<p>-Protesto revogado. – Eu falei.</p>
<p>-Porque revogado, meritíssimo?</p>
<p>-O senhor Bruno tem completa razão ao me lembrar das regras dessa instituição de justiça.</p>
<p>-Instituição de justiça? Então creio eu que deverá existir justiça nesse recinto, não? Por isso lhe peço que você conceda um julgamento imparcial.</p>
<p>-Concedimento negado.</p>
<p>-Essa palavra não existe, meritíssimo.</p>
<p>-Estás a criticar um oficial de justiça?</p>
<p>-Meu emprego me concede esse privilégio.</p>
<p>-Privilégio negado.</p>
<p>-Mas isso é uma calúnia, meritíssimo! – Neste momento estávamos de pé, olhando um para o outro. – Irei encaminhar esse caso à procuradoria se você não for contundente ao seu emprego de juiz de justi&#8230;</p>
<p>-Putz&#8230; Está bom! – Falou Acauã. Ele se levantara e se postara entre eu e Antônio. – Petrus, porque você não arquiva esse caso e vamos logo para a quadra poliesportiva?</p>
<p>Eu e Antônio olhamos para Acauã. Por uns instantes, ficamos paralisados. Em seguida, caímos na gargalhada. Thiago e Bruno que assistiam a tudo, também riram.</p>
<p>-Beleza&#8230; Declaro o caso arquivado. Agora vamos embora&#8230;</p>
<p>Seguimos para a quadra poliesportiva. O caso nunca mais foi retomado. E hoje, vejo que essa brincadeira nossa refletia, e ainda reflete, a justiça brasileira, no qual muito<em>s </em>casos são arquivados e no final acabam em pizza.</p>
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		<title>Petrus e seus capangas&#8230;</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Jul 2009 16:28:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Petrus</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[amigos]]></category>
		<category><![CDATA[infância]]></category>

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		<description><![CDATA[Sabe aquelas tardes que você está fazendo nada e você tem momentos nostálgicos? Quando você se lembra da sua infância e coisas de tal? Então&#8230; Eu acabei de ter agora e resolvi compartilhar com você, leitor do meu blog.
Lembro de uma noite, na hora do jantar, de eu estar triste e cabeça baixa. Isso foi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sabe aquelas tardes que você está fazendo nada e você tem momentos nostálgicos? Quando você se lembra da sua infância e coisas de tal? Então&#8230; Eu acabei de ter agora e resolvi compartilhar com você, leitor do meu blog.</p>
<p>Lembro de uma noite, na hora do jantar, de eu estar triste e cabeça baixa. Isso foi lá para 2001, quando eu tinha 9 anos. Quando eu ainda tinha meus cabelos lisos e corte tipo “Surfista” (Que eu bem me lembro, esse era o nome do corte de cabelo)</p>
<p>-Petrus. O que teve contigo? Você parece triste&#8230; – Falou a minha mãe à mesa.</p>
<p>-Ah mainha&#8230; Nada não. Só é que nunca mais quero falar com Lucas. Aquele chato.</p>
<p>-Lucas? O seu amiguinho de escola? O que ele fez?</p>
<p>-Ele é muito chato. Não para de fazer reclamações. E só quer brigar. Hoje ele me sacaneou na aula de caratê. Acho que ele nunca foi meu amigo&#8230;</p>
<p>-E é assim é? Oxe&#8230; Amanhã mesmo vou ao colégio falar com a sua professora.</p>
<p>-Não, mainha! Deixe comigo&#8230; Já estou resolvendo a situação com Lucas. Só preciso gastar 4 reais e pronto.</p>
<p>-Como?</p>
<p>-Contratei quatro seguranças para bater em Lucas amanhã. Ele vai ver só&#8230;</p>
<p>Minha mãe soltou os talheres e me olhou friamente.</p>
<p>-Como é que é?</p>
<p>-Eu contratei quatro seguranças. Se ele tirar onda comigo, eles vão quebrá-lo na porrada.</p>
<p>-Mas isso é errado, Petrus!</p>
<p>-Eu sei&#8230; Se eu tivesse uns porretes tipo o de Ratinho, seria mais fácil&#8230;</p>
<p>-Petrus!</p>
<p>Minha mãe estava de pé. O meu padrasto assistia a tudo calado. Era evidente que ele estava segurando um riso.</p>
<p>-Quem são os seus seguranças&#8230; Melhor, quais são os garotos que você pagou para bater em Lucas?</p>
<p>-João, Tadeu, Ezequiel e Jeremias.</p>
<p>-Mas eles são os garotos que você odeia!</p>
<p>-É, mas agora eles são meus seguranças.</p>
<p>-Petrus, tu tem que parar com isso. Isso é errado! Aliás, vou ligar agora mesmo para a sua professora para colocar vocês de castigo no recreio.</p>
<p>-Eba!</p>
<p>-Por que o “eba”, criatura? Por acaso você agora é masoquista?</p>
<p>-É que hoje ficamos de castigo&#8230;</p>
<p>-Você já ficou de castigo????</p>
<p>-Claro! E foi massa! – nesse momento eu comecei a rir. Foi aí que o meu padrasto soltou uma gargalhada.</p>
<p>-Bonito, heim? E ainda fica achando graça?</p>
<p>-Mainha, é muito bom! Eu e meus amigos ficamos sem recreio e ficamos na sala. Foi super bom porque brincamos muito!</p>
<p>Hoje vejo o quanto a minha professora era burra&#8230;</p>
<p>Minha mãe, frustrada, deixou a conversa de lado. E no dia seguinte, eu coloquei em prática o meu plano&#8230; Ou pelo menos tentei.</p>
<p>Quando chegou a hora H, os meus quatro seguranças deserdaram. Eu esqueci o dinheiro do pagamento deles. Na hora, eu achei tudo bem. Eu ia trazer no dia seguinte e quebrar Lucas no cacete. Claro, se o mesmo não tivesse vindo até a mim e pedido desculpas. Conseqüentemente, ficamos amigos. E como conseqüência da conseqüência, não precisei mais dos meus seguranças.</p>
<p>Engraçado como somos quando crianças&#8230;</p>
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