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	<title>Blog do Petrus &#187; Cotidiano</title>
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	<description>Crônicas de um brasileiro</description>
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		<title>Petrus, o insurpreendível.</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Apr 2010 01:07:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Petrus</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[sonho]]></category>

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		<description><![CDATA[Naquela manhã de feriado, não foi o despertador que me acordou, pois não sou louco de colocar o despertador em um dia tão sagrado quanto um feriado. Também não foi o meu gato, o qual tem o costume de profanar esse dia. Eram quase três da tarde quando meu sono foi interrompido por um barulho [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Naquela manhã de feriado, não foi o despertador que me acordou, pois não sou louco de colocar o despertador em um dia tão sagrado quanto um feriado. Também não foi o meu gato, o qual tem o costume de profanar esse dia. Eram quase três da tarde quando meu sono foi interrompido por um barulho macumbado. Eu esfreguei os olhos três vezes antes de ir averiguar, sem trema mesmo, o que estava acontecendo.</p>
<p>Olhei pela janela do meu quarto, no qual eu já tinha visto de tudo&#8230; Carros batendo e voando sobre a galera na parada de ônibus, passeata de tiozões obesos em suas motos, passeata de anarquistas e até um suicida, que deu tchauzinho enquanto voava em direção ao seu fim&#8230; Tudo bem, eu inventei essa última. Porém, o que vi pela janela naquelas 15 horas da madrugada seria inesperado para algumas pessoas. Um enxame de hamisters tomava conta da avenida. (Sim! Enxame! Por acaso você sabe o nome do conjunto de hamsters? Então&#8230;)</p>
<p>Mas eu não sou um cara de se surpreender fácil. Nada causa estranhamento em Petrus. Por isso que me refiro na terceira pessoa&#8230; Sou foda. However, aquela praga de roedores de estimação não me chamou atenção. Aquilo, com certeza, deveria ser alguma intervenção artística de alguns universitários. Isso é comum em metrópoles. Aliás, se finalmente tivemos um governador corrupto que foi preso, porque não podemos ter a turma de Hamtaro infestando a cidade? Esse era eu, um cara insurpreendível e fodastico. E que gostava de se achar bonito.</p>
<p>E por falar em beleza, quem seria aquele broto ali, toda enrolada nos lençóis? Ela apareceu do nada na minha cama&#8230; Que estranho. Ou melhor! Que insurpresa! Uma mulher na minha cama não seria surpresa para mim. Mesmo que aquela seja a primeira vez&#8230;</p>
<p>Cheguei mais perto da cama&#8230; Eu consegui analisar cada detalhe daquele anjo de longos cabelos negros e lábios carnudos. Caraca véi&#8230; Ela tinha os olhos de Megan Fox, a boca de Megan Fox e o corpo de Magan Fox. Wait&#8230; CACETE! ERA A MEGAN FOX! Por um minuto, eu não acreditei no que estava vendo. Mentira&#8230; Por um minuto não. Por dez segundos. Porque, eu já disse, eu sou um cara insurpreendível.</p>
<p>Tratei logo de arrumar uma explicação. Não era a primeira vez, depois de uma noite de rodadas de coca-cola com os amigos, que eu acordava ao lado de alguém e não lembrava como. Tá certo que essas vezes foram sempre no chão do bar ao lado de um cachorro me cheirando. Mas era uma explicação, não era?</p>
<p>Logo, orgulhoso por estar pegando a Megan Fox, e muito mais por ter arrumado uma explicação plausível para o fato, eu dei um beijo na testa da garota de Transformers e fui para a cozinha. Nossa&#8230; Como é bom o cheiro do café de manhã. E olha que conveniência! Todo o café da manhã já estava feito. Feliz da vida, me sentei e peguei o jornal e comecei a lê-lo.</p>
<p>Na capa do jornal tinha escrito: “PETRUS. PRIMEIRO LUGAR GERAL DA FEDERAL”. Putz grila! Eu passei no vestibular em primeiro lugar! E não me lembro ter estudado! Caraca&#8230; Eu realmente sou foda, pensei. Porém, como um insurpreendível que eu sou, o fato de ter me saído tão bem, sabendo apenas que os dinoflagelados causam a maré vermelha, deve ter a sua explicação. E claro, era óbvio que eu estava sonhando esse tempo todo! Não acredito&#8230; Eu tô sonhando, pensei na maior  raiva do mundo. Automaticamente, saí correndo para o quarto, com a esperança de dar os últimos pegas em Megan Fox antes de acordar. Mas quando cheguei, o meu gato tava enroscado nos lençóis. Ele me encarou, abriu a boca e falou com a voz de Cid Moreira a seguinte palavra: ACORDE.</p>
<p>Acordei. Duas bolas de olhos me encaravam. O meu gato estava sobre mim, me encarando com determinismo. Automaticamente, olhei ao redor. Eram 7 horas da manhã, Hamtaro e sua gangue não estavam na rua e Megan Fox não estava ao meu lado. Chateado, me levantei e fui estudar, pois tem vestibular no final do ano.</p>
<p><strong>MORAL DA HISTÓRIA: Se não correr atrás, tudo o que desejas não passará de um sonho. No caso da Megan Fox, se correr atrás dela, serás preso.</strong></p>
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		<title>Selvageria em Faculdade</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Oct 2009 20:14:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Petrus</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Faculdade]]></category>
		<category><![CDATA[Selvageria]]></category>
		<category><![CDATA[Universidade]]></category>

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		<description><![CDATA[O seguinte fato aconteceu no século 19, em plena Era Vitoriana, na gloriosa e austera Grã-Bretanha. O local foi a velha Universidade de Oxford, reduto das grandes mentes da época.
Porém, um fato pôs em prova a integridade moral dos alunos que estudavam naquela distinta universidade. Uma estudante de Direito, vinda de uma legítima família escocesa, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O seguinte fato aconteceu no século 19, em plena Era Vitoriana, na gloriosa e austera Grã-Bretanha. O local foi a velha Universidade de Oxford, reduto das grandes mentes da época.</p>
<p>Porém, um fato pôs em prova a integridade moral dos alunos que estudavam naquela distinta universidade. Uma estudante de Direito, vinda de uma legítima família escocesa, realizou o crime de aparecer com uma vestimenta que mal ia até as coxas. E a situação se intensificou quando a mesma, no prédio da Christ Church College, começou a subir as escadarias, revelando assim, para quem estava abaixo, a sua abundância e distintas partes íntimas. Os jovens estudantes que viram aquela inusitada e gratificante cena realizaram um levante, os quais, provavelmente, nunca viram uma mulher despida desde que foram desmamados.</p>
<p>Aqueles jovens homens começaram a cercar a pobre garota, com gritos e galanteios, até que ameaçaram violentá-la. E ela, desesperada, correu e se trancou em uma sala. A balbúrdia chamou a atenção dos outros alunos, os quais abandonaram as suas respectivas salas de aula e formaram uma multidão de frente de onde a garota estava trancada. Homens e mulheres ameaçavam invadir a sala e gritavam: “Puta! Puta!”. Dezenas de pessoas se juntaram para agredi-la, tanto verbalmente quanto fisicamente. Foi preciso que um grupo da Guarda da Universidade entrasse no prédio para evitar que a pobre moça não fosse protagonista de um evento violento.</p>
<p>Agora, uma retificação. Nada disso aconteceu nos tempos moralistas e patriarcais da boa Rainha Vitória. Essa história aconteceu, de verdade, na noite da última quinta-feira, dia 22, no campus da Uniban em São Bernardo do Campo. <a href="http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL1359750-5605,00-UNIBAN+INSTAURA+SINDICANCIA+PARA+APURAR+CASO+DE+ALUNA+COM+POUCA+ROUPA.html" target="_blank">Clique aqui para saber mais.</a></p>
<p>E faço as palavras desse homem as minhas:<br />
<object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/ejmxrXMyiLc&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/ejmxrXMyiLc&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>*Texto inspirado na comunidade do Sport Club do Recife, criado por LELO.</p>
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		<title>Prostesto sobre o ENEM</title>
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		<pubDate>Sun, 04 Oct 2009 14:27:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Petrus</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[ENEM]]></category>
		<category><![CDATA[protesto]]></category>

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		<description><![CDATA[Como muitos devem ter notado ao ler esse blog, eu sou um estudante. E como um bom estudante de Ensino Médio, eu vou fazer o ENEM – Exame Nacional do Ensino Médio – para então poder ingressar na Universidade. Porém, a alguns dias, ao acordar, recebi uma notícia chateadora e, sobre tudo, bastante revoltante. Como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como muitos devem ter notado ao ler esse blog, eu sou um estudante. E como um bom estudante de Ensino Médio, eu vou fazer o ENEM – Exame Nacional do Ensino Médio – para então poder ingressar na Universidade. Porém, a alguns dias, ao acordar, recebi uma notícia chateadora e, sobre tudo, bastante revoltante. Como muitos devem saber, o ENEM do ano de 2009 foi adiado por motivos corruptos. E esses motivos, meu caro, são revoltantes para a maioria dos estudantes que estudaram muito para realizar essa prova e, na reta final, acontecer algo tão falho na realização das provas. E essa desaprovação, revolta ou simplesmente ira pela séria falha do sigilo das avaliações eu presenciei. Eu, como um bom estudante brasileiro, participei de um protesto sobre o ENEM</p>
<p><img class="alignleft size-large wp-image-166" title="Protesto do ENEM Recife" src="http://blogdopetrus.com/wp-content/uploads/2009/10/Protesto-do-ENEM-1024x768.jpg" alt="Protesto do ENEM Recife" width="574" height="429" /></p>
<p>Sem mais palavras, paro por aqui. Espero participar de mais protestos para escrever um bom texto.</p>
<p>E como diria um Willian Bonner rebelde: FORA SARNEY! E boa noite.</p>
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		<title>Dia do Blog</title>
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		<pubDate>Mon, 31 Aug 2009 22:54:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Petrus</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Dia do Blog]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje é um dia especial. Um dia que, de tão especial, eu tenho que usar a expressão “do caralho” para você, leitor, melhor entender. O dia que homenageia essa grandiosa rede virtual de textos informais e formais no qual faço parte. Esse dia que não é só do caralho&#8230; É CARALHOSO! É isso irmãos, irmãs [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje é um dia especial. Um dia que, de tão especial, eu tenho que usar a expressão “do caralho” para você, leitor, melhor entender. O dia que homenageia essa grandiosa rede virtual de textos informais e formais no qual faço parte. Esse dia que não é só do caralho&#8230; É CARALHOSO! É isso irmãos, irmãs e pseudos-críticos. Hoje, é nada menos, que o Dia do Blog!!!</p>
<blockquote>
<p style="text-align: center;">ATENÇÃO: nas informações a seguir não foi encontrado resquícios de utilização do Wikipédia. Se houver, é tudo intriga da oposição.</p>
</blockquote>
<p>O Dia do Blog foi estabelecido de forma informal para o dia 31 de Agosto. É o dia internacional do Weblog, Blogue ou simplesmente Blog. Esta data foi escolhida porque seus números 31/08 se assemelham com a palavra Blog.</p>
<p>Foi estabelecido que durante esse dia, blogueiros de todo o mundo deverão colocar uma mensagem aos seus leitores, apontando para outros blogs que considerem interessantes. Assim seus leitores poderão descobrir novos blogs para serem lidos, divulgando os blogs pela internet.</p>
<p>É isso&#8230; E os meus 5 blogs preferidos são os seguintes. Dois deles fazem parte da MEGA LIGA DOS BLOGUEIROS AMIGOS PALADINOS do qual faço parte. Eu sei&#8230; Isso é bastante nerd. Mas como nerd ta na moda, eu não ligo.</p>
<ol>
<li><strong>Cisneiros por aí</strong>: Esse cara consegue pegar qualquer coisa do cotidiana e conta-la com humor. Ele é foda, não é atoa que é meu amigo. <a href="http://blog.cisneiros.com/" target="_blank">http://blog.cisneiros.com/</a></li>
<li><strong>Blog do Armando</strong>: Novato na blogesfera, porém, um ótimo escritor. Contando poemas e dando dicas, esse é meu amigo Armando.<a href="http://blogdoarmando.com/"> http://blogdoarmando.com/</a></li>
<li><strong>Irmãos Brain</strong>: Você nunca verá bonecos de Lego tão sem noção quanto esses irmãos. <a href="http://www.irmaosbrain.com/" target="_blank">http://www.irmaosbrain.com/</a></li>
<li><strong>DrPepper</strong>: Um blog com humor politicamente incorreto, mostra tirinhas potencialmente engraçadas. <a href="http://blog.drpepper.com.br/" target="_blank">http://blog.drpepper.com.br/</a></li>
<li><strong>Elfuçador</strong>: O pai de Cisneiros é uma figura. Acho que é daí que Cisneiros herdou o seu poder de humor. <a href="http://elfucador.com/" target="_blank">http://elfucador.com</a></li>
</ol>
<p>É isso. Aproveite essa grandiosa data do mundo da internet que homenageia a nova legião de escritores do século 21.</p>
<p>E como diria o Willian Bonner grego: Καληνύχτα</p>
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		<title>Treinando moscas</title>
		<link>http://blogdopetrus.com/treinando-moscas/</link>
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		<pubDate>Sat, 22 Aug 2009 23:36:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Petrus</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[avião]]></category>
		<category><![CDATA[moscas]]></category>
		<category><![CDATA[tutorial]]></category>

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		<description><![CDATA[
AVISO: Esse monólogo é meramente especulativo e totalmente fictício, porém, quem sabe, verossímil, de um hipotético envolvido em um treinamento de estratégias militares de caráter aéreo onde, diretamente, moscas domésticas são os elementos vivos relacionados ao desenvolvimento da destreza ensinada. A utilização de vocábulos de baixo calão é necessária para deixar mais verídico o drama.

Abre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p style="text-align: center;">AVISO: Esse monólogo é meramente especulativo e totalmente fictício, porém, quem sabe, verossímil, de um hipotético envolvido em um treinamento de estratégias militares de caráter aéreo onde, diretamente, moscas domésticas são os elementos vivos relacionados ao desenvolvimento da destreza ensinada. A utilização de vocábulos de baixo calão é necessária para deixar mais verídico o drama.</p>
</blockquote>
<p>Abre aspas:</p>
<p>E aí galera! Beleza? Vocês pegaram esse trampo para treinar moscas na arte da guerra. Pode parecer uma merda, mas é um trabalho do caralho, tá entendendo? Os peixes lá de cima querem que a gente treine essas moscas tão bem que elas possam apagar um X9 melhor que a gente, ta ligado meu? Mas, antes de treina-las para utilizar como berros, precisamos ensina-las na arte do comércio, entende meu? Entregar o baguio nos pontos, meu. Para isso desenvolvemos um método de linha. Um método de entrega aéreo. Um método tão do caralho que você vai dizer “Caralho meu!”. Sentiu a potência do plano, meu? Como é que é? Como é que moscas podem entregar o baguio? É simples, meu! Depois de eu explicar os esquemas você vai entender! Principalmente depois que eu te mostrar esse tutorial! Saca só meu!</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-143 aligncenter" title="Avião moscas" src="http://blogdopetrus.com/wp-content/uploads/2009/08/aviaomosca1.jpg" alt="Avião moscas" width="246" height="313" /></p>
<p>Vocês devem estar se perguntando que porra essa imagem está explicando. Uma nova forma de produção, talvez. Não, não é uma nova forma de produção. Se trata do início de como fazer uma aeronave movida a moscas. Sim, é iss&#8230; Ê! Respeite seu professor! Isso não é loucura. É só uma forma eficaz e barata de transporte do baguio! Agora senta ai que os peixes querem que tu aprenda isso! Sentou? É bom que fique ai. Ta ligado? Pois bem&#8230;</p>
<p>Vamos fazer a aeronave. Primeiro, como vêem, devemos cortar cuidadosamente com uma lâmina a cabeça de um palito de fósforo deixando um pouco de pólvora, pois será a cabeça do avião. Cuidado, meu! Se tu arrancar um taco do seu dedo, os peixes não se responsabilizam! Depois com um bom trabalho, cole outros pedaços de palitos, criando uma forma de avião.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-144 aligncenter" title="Avião mosca 2" src="http://blogdopetrus.com/wp-content/uploads/2009/08/aviaomosca2.jpg" alt="Avião mosca 2" width="245" height="308" /></p>
<p>Depois de terminada a mão de obra, é hora de caçar moscas. Podemos acha-las em qualquer canto. Vai dizer que você não sabe onde achar, meu? É só tu ir no banheiro para pintar a porcelana, sabe, que aparece um bocado, meu! Pois bem&#8230; Nós só vai precisar de 4 moscas. Eu já tenho umas aqui. Quando forem pegar pessoalmente, não invente moda de pegar mais que não temos prazo de perfumaria, ta entendendo? E tenham cuidado para não machuca-las! Depois só é guarda-las no congelador para não se cansarem tentando fugir.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-145 aligncenter" title="Avião moscas 3" src="http://blogdopetrus.com/wp-content/uploads/2009/08/aviaomosca3.jpg" alt="Avião moscas 3" width="243" height="317" /></p>
<p>Enquanto nossas amiguinhas descansam no congelador, vamos voltar para o avião. Prestem atenção! Peguem esse alfinete. Isso&#8230; Porra! Como tu se fura assim? Porra&#8230; Ta sangrando essa porra. Saia daqui! Vá se lavar e depois volte! Porque? Tu ta mechendo em moscas, criatura! Porra&#8230; Só tem idiotas aqui. Nem doidão eu me furo desse jeito, meu!</p>
<p>Voltando ao avião, é o seguinte. Tomem cuidado! Com o alfinete, pinguem 4 gotas de cola nas asas do avião. Isso. Separados uniformemente, entende meu? Para deixar o serviço perfeito. Trabalho bem feito. Entende? Isso&#8230; Isso mesmo! Estão vendo? Fala sério, meu! Eu é que deveria estar fazendo esse trabalho! Não é fácil?</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-146 aligncenter" title="Avião moscas 4" src="http://blogdopetrus.com/wp-content/uploads/2009/08/aviaomosca4.jpg" alt="Avião moscas 4" width="239" height="313" /></p>
<p>Depois retire as moscas do refrigerador. Tipo&#8230; Parecem que elas estão mortas, nê? Não se mechem nem nada. Na verdade elas só estão congeladas. Por isso que devemos aproveitar isso e colá-las logo no avião! Cuidado para não machucar as asas! Não queremos ter um aeromodelo aleijado!</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-148 aligncenter" title="aviaomosca5" src="http://blogdopetrus.com/wp-content/uploads/2009/08/aviaomosca5.jpg" alt="aviaomosca5" width="254" height="314" /></p>
<p>Depois de um tempo, elas vão acordar e vão tentar voar. Óia! Não disse? Olha elas aí tentando voar. Não é lindo?</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-147 aligncenter" title="Avião moscas 6" src="http://blogdopetrus.com/wp-content/uploads/2009/08/aviaomosca6.jpg" alt="Avião moscas 6" width="250" height="316" /></p>
<p>Com a força das 4 moscas, a bicha vai levantar vôo. Na primeira vez que eu vi, eu não acreditei que elas estavam indo além o quintal lá de casa. Foi tão lindo! E não é fácil fazer isso? Com esse tutorial é rapidinho! É-FO-DA! Como é? Onde pode encontrar esse tutorial na internet? Porra, é só olhar no Google. Foi de lá que eu tirei esse tutorial. E digo mais! Com umas, digamos, cinqüenta moscas, nós podemos fazer um aeromodelo mais forte para levar o baguio. O material do avião tem que ser bem leve. Com isso, nosso mercado vai se expandir além da nossa zona urbana. Segundo os peixes grandes, podemos chegar até as cidades vizinhas. Acho que eles falaram também algo sobre entregar em outro estado. Não me lembro&#8230; Mas vejam bem, vocês tem dois dias inteirinhos para vocês treinarem! Na próxima aula, vou dar início nas aulas de estratégias ofensivas, entende meu? E se vocês tiverem alguma dúvida, dêem um grito no meu celular, beleza? Qualquer coisa, eu vou tá na praia. Fui!</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-149 aligncenter" title="Avião moscas 7" src="http://blogdopetrus.com/wp-content/uploads/2009/08/aviaomosca7.jpg" alt="Avião moscas 7" width="444" height="237" /></p>
<p style="text-align: left;">Fecha aspas.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Gritos incessantes</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Aug 2009 17:06:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Petrus</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[denúncia]]></category>
		<category><![CDATA[polícia]]></category>
		<category><![CDATA[protesto]]></category>

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		<description><![CDATA[Gritos incessantes. Mãos ao alto batendo palmas. Placas e cartazes com dizeres balançavam e anunciavam o fulgor dos direitos exigidos. E eu, adolescente, no meio de tudo, via aquela multidão em coro cantando melodias. Outros falavam palavras não tão melodiosas, mas o seu sentido não deixava a desejar. Admirei aquilo tanto que, conseqüentemente, me reuni [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Gritos incessantes. Mãos ao alto batendo palmas. Placas e cartazes com dizeres balançavam e anunciavam o fulgor dos direitos exigidos. E eu, adolescente, no meio de tudo, via aquela multidão em coro cantando melodias. Outros falavam palavras não tão melodiosas, mas o seu sentido não deixava a desejar. Admirei aquilo tanto que, conseqüentemente, me reuni à multidão e comecei a protestar também por aqueles direitos.</p>
<p style="text-align: justify;">Estava feliz. Estava satisfeito. Tudo ia bem quando um estrondo, vindo de algum lugar, ecoou pela rua. Cartazes foram jogados ao chão. As palmas cessaram. Muitos gritaram de susto e começaram a correr. Eu não entendia. Fiquei estagnado no local. Eu olhava ao redor. Via o terror na face de alguns. Porém, também via a ira em outros. Olhei para frente, em direção ao horizonte. E vi. Avistei os seres que trouxeram o horror. Seres negros, vestidos como a morte. Seres vestidos de preto, os quais brandiam armas em uma mão e escudos em outra. Avançavam, em passos iguais. Avançavam com coragem. Sem temor. Avançavam com a lei ao seu lado. Avançavam como policiais. Olhei nos olhos de cada soldado, através das viseiras de seus capacetes. Aquela cena era impressionante. Continuei parado. Só me movi quando um daqueles homens avançou mais que os outros e disparou algo com a sua arma. Uma bola envolta em fumaça subiu e caiu ao meu lado, provocando um estrondo. A fumaça subiu e me sufocou. Meu pulmão se esvaziou e senti uma dor. Instintivamente, corri para longe daqueles soldados. Daqueles seres.<img class="size-full wp-image-135 aligncenter" title="Polícia oprimindo tropa de choque" src="http://blogdopetrus.com/wp-content/uploads/2009/08/021037383-FMM00.jpg" alt="Polícia oprimindo tropa de choque" width="560" height="280" /></p>
<p style="text-align: justify;">Olhei para trás e vi meus companheiros indo contra a fumaça, com pedras na mão.  Arremessavam em direção aos policiais. Em vão, pois a pedra batia contra seus escudos, deixando-os protegidos. Automaticamente, houve disparos. Os soldados atiravam contra os manifestantes que, gradativamente, recuavam. Alguns caiam ao chão, feridos pelos projéteis de borracha. Eu, em minha inocência, assistia tudo ao longe, crendo que não seria atingido. Engano meu. Lembro-me que do nada olhei para a minha perna. Vi sangue. Havia uma perfuração. Automaticamente, senti uma dor nauseante. Cai ao chão. A bala não perfurara, só desfragmentara. Porém, doía muito. Fiquei ao chão, esperando socorro. Nada. Ouvi passos. Olhei para cima e vi os seres negros. Um deles me levantou e me guiou no sentido contrário que iam. Segurava com veemência o meu braço. A dor na perna piorara. O soldado não parecia se preocupar. Tentei olhar para trás. Os policiais avançavam. A multidão se dispersara. O fulgor dos direitos exigidos não mais refletia em suas íris. Todos desistiram. Correram. Pelo visto, não iam voltar mais em uma futura manifestação. Não iriam mais reivindicar os seus direitos. E agora, neste momento de reflexão, me pergunto: para que a luta se não houve a busca pela vitória?</p>
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		<title>Enquanto isso no colégio&#8230;</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Aug 2009 19:55:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Petrus</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Quadrinhos]]></category>
		<category><![CDATA[A H1N1]]></category>
		<category><![CDATA[gripe suína]]></category>
		<category><![CDATA[influenza]]></category>
		<category><![CDATA[tira]]></category>

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]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="size-large wp-image-123 aligncenter" title="Enquanto isso na escola - tira sobre influenza A H1N1" src="http://blogdopetrus.com/wp-content/uploads/2009/08/001_-_Enquanto_isso_na_escola-330x1024.jpg" alt="Enquanto isso na escola - tira sobre influenza A H1N1" width="440" height="1364" /></p>
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		<title>Um pai com o seu filho</title>
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		<pubDate>Sun, 02 Aug 2009 18:01:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Petrus</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Outros]]></category>
		<category><![CDATA[filho]]></category>
		<category><![CDATA[moral]]></category>
		<category><![CDATA[pai]]></category>
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		<description><![CDATA[Eu tinha me esquecido que dia de Domingo era o dia de histórias moralistas. Ai está o de hoje.
Um pai com o seu filho
Em uma bela tarde de domingo, um garoto estava em casa jogando seu video-game. Era interessante a atenção que o garoto prestava ao jogo. Ele simplesmente não desgrudava os olhos da televisão. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">Eu tinha me esquecido que dia de Domingo era o dia de histórias moralistas. Ai está o de hoje.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>Um pai com o seu filho</strong></span></p>
<p>Em uma bela tarde de domingo, um garoto estava em casa jogando seu video-game. Era interessante a atenção que o garoto prestava ao jogo. Ele simplesmente não desgrudava os olhos da televisão. E foi por causa do comportamento daquele garoto que chamou a atenção do pai do mesmo.</p>
<p>O pai estava passando quando viu o filho jogando. Foi aí que ele resolveu olhar o jogo. Depois de um tempo o pai falou:</p>
<p>-Oi filho. – O filho não respondeu. – Filho? – Falou o pai novamente, mas o filho não respondeu. Era impressionante como o garoto não despregava os olhos do jogo. O pai analisou a situação e depois de alguns segundos ele aplicou em seu filho uma tapa na cabeça. Popularmente conhecido como “pedala Robinho”.</p>
<p>-Pai! Isso doeu! – Falou o garoto. Curiosamente, ele havia apertado o botão “pause” do controle antes de falar.</p>
<p>-Bem que mereceu. Estou há um bom tempo te chamando e você não responde! – Falou o pai com um tom de voz firme que deixou o filho envergonhado.</p>
<p>-Desculpa. O que o senhor queria mesmo?</p>
<p>-Somente queria saber se você gostaria de caminhar com o seu velho pai. – Falou, já com um tom de voz calmo. O menino, já com a vista cansada de tanto jogar, parou e pensou. Olhou para o jogo como se estivesse analisando a situação e falou:</p>
<p>-Depois de terminar o jogo eu vou, pai.</p>
<p>O pai analisou e concordou. Os dois combinaram que quando o jogo acabasse, o filho iria se encontrar com o pai na pista de caminhada do parque. E assim foi feito.</p>
<p>A tarde passou e logo anoiteceu. O pai voltou chateado para casa, pois seu filho não compareceu.  E quando ele entrou na sala de vídeo, encontrou seu filho Grudado no vídeo-game. “Meu Deus!” disse o pai impressionado pelo vício do menino. Ele se aproximou do filho e aplicou-lhe novamente o popular “pedala Robinho”.</p>
<p>-Pai! De novo? – Falou o menino depois, é claro, de ter apertado “pause”.</p>
<p>-Desculpa filho, não consigo segurar minha mão. – falou o pai com ironia. – Você não disse que quando acabasse o jogo iria caminhar comigo?</p>
<p>-Disse&#8230; Sendo que eu ainda não terminei o jogo.</p>
<p>-Não?</p>
<p>-Não. Estou preso neste estágio desde que o senhor saiu.</p>
<p>-Hum&#8230; Que estágio do capiroto é esse?</p>
<p>-Esse pai. – Falou o menino, apontando para a televisão. O pai olhou e analisou. O filho olhou atento para o pai que parecia estar pensando em algo do jogo. Depois de um tempo, o homem falou.</p>
<p>-Já experimentou empurrar aquele muro? – O filho automaticamente olhou para o jogo e notou que ainda não tentara aquela possibilidade. Ao pensar nisso, ele sentiu uma tapa em sua nuca. O filho olhou para o pai e o pai fez um gesto com a cabeça, como se estivesse dizendo para empurrar a parede. E assim o fez&#8230; E o menino conseguiu passar daquele estágio. Abobalhado, o filho ficou olhando para o jogo, não crendo na coisa simples que era para fazer. O pai, analisando isso, falou:</p>
<p>-Muito bem&#8230; Vamos caminhar? – Ao dizer isso, o filho olhou indignado para o pai.</p>
<p>-Vamos caminhar durante a noite?</p>
<p>-Se você tivesse  ido quando te chamei, não teria de ir durante a noite. – Falou o pai, com um leve sorriso no rosto.</p>
<p>-Mas pai&#8230;</p>
<p>-Nada de “mas pai”. Você prometeu que quando terminasse o jogo iria caminhar. Se vista e vamos – O filho analisou e concordou. O pai viu que seu filho estava envergonhado. Então o abraçou. Um leve sorriso passou pela face do pai – Da próxima vez, ouça o seu pai, meu filho.</p>
<p><strong>Moral: Sempre escute e siga os conselhos dos seus pais, pois eles te levarão ao caminho certo. Ao menos que você seja filho de algum presidiário, mafioso, traficante ou político.</strong></p>
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		<title>Um julgamento no recreio&#8230;</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Jul 2009 01:05:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Petrus</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[amigos]]></category>
		<category><![CDATA[infância]]></category>
		<category><![CDATA[justiça]]></category>
		<category><![CDATA[tribunal]]></category>

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		<description><![CDATA[Alguns dias atrás eu postei uma história da minha infância e citei que de vez em quando tenho momentos nostálgicos. Pois é, hoje tive outro desses momentos o qual também resolvi compartilhar.
Lembro-me de uma manhã, em um recreio qualquer. Eu tinha uns 12 anos, que eu bem me lembre. Era quando eu ainda usava um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Alguns dias atrás eu postei uma história da minha infância e citei que de vez em quando tenho momentos nostálgicos. Pois é, hoje tive outro desses momentos o qual também resolvi compartilhar.</p>
<p>Lembro-me de uma manhã, em um recreio qualquer. Eu tinha uns 12 anos, que eu bem me lembre. Era quando eu ainda usava um aparelho fixo para correção dentária, deixando-me com uma aparência bastante nerd (pior do que sou agora).<em><span id="more-105"></span></em></p>
<p>Pois bem&#8230; Eu e meus amigos estávamos a fazer nada. Só comendo o nosso lanche e jogando a conversa fora. Contudo, queríamos algo para nos divertimos. Uma brincadeira. Foi aí que meu grande amigo Antônio teve uma idéia.</p>
<p>-Que tal brincarmos de tribunal? Com juiz, advogado e tudo? – falou ele. Todos o olharam e automaticamente gostaram da idéia. Logo, eu e meus amigos (eram eles: Thiago, Antônio, Bruno e Acauã) estávamos já decidindo a função de cada um.</p>
<p>-Está certo&#8230; Eu vou ser o promotor, Antônio vai ser o advogado de defesa, Bruno a testemunha e Petrus o juiz. – falou Thiago. – E é claro, Acauã vai ser o réu.</p>
<p>-Por que eu tenho que ser o condenado? E por que é claro? – Falou Acauã, indignado.</p>
<p>-Você tem cara de marginal. – Falou Bruno. Acauã o olhou friamente. – Brincadeira! Na verdade, você é o réu pois só falta esse cargo para começarmos o tribunal.</p>
<p>-E por que eu não poderia ser a testemunha e você o réu?</p>
<p>-Porque você não tem cara de testemunha. – Eu respondi.</p>
<p>-Agora a pessoa tem que ter cara de testemunha para ser testemunha?</p>
<p>-Acauã. Vamos logo com isso. O recreio acaba daqui a pouco.</p>
<p>-Beleza&#8230;</p>
<p>Alguns minutos depois, iniciamos o julgamento. O Tribunal se localizava na escada do colégio. Eu, como juiz, ficava sentado em um degrau mais alto enquanto os outros ficavam em um mais baixo. Thiago, o promotor, ficava a minha direita enquanto Antônio, o advogado de defesa, ficava a minha esquerda. Acauã, o réu, ficava ao meio.</p>
<p>-Pois bem, que se tenha iniciado o julgamento. – Eu falei, com toda pompa possível. &#8211; Estamos aqui, senhores, diante dessa mesa de justiça, para julgar esse homem, civil, solteiro, nascido&#8230; Hã&#8230; Qual é a data do seu aniversário?</p>
<p>-19 de Novembro, senhor. – respondeu ele.</p>
<p>-Que ano?</p>
<p>-Todo ano.</p>
<p>Um silêncio profundo tomou conta do julgamento. Acauã riu.</p>
<p>-Hã&#8230; Beleza.  Nascido no dia 19 de Novembro de algum ano. – Neste momento todos rimos. Depois, eu continuei. &#8211; Agora, vamos às acusações. Promotor Thiago, diga-me do que ele está sendo acusado.</p>
<p>-Meritíssimo. Esse cidadão presente está sendo acusado de homicídio com intenção de matar. Ele matou, deliberadamente, a mulher dele com golpes seguidos em sua caixa craniana. A arma usada: uma colher. – Pronunciou Thiago. Acauã o olhou ironicamente e falou.</p>
<p>-Thiago, você come o que para ter uma imaginação dessas? -</p>
<p>-Bem&#8230; Para ter uma boa acusação você tem que ter matado alguém. A colher foi a primeira arma que me veio à cabeça. – Respondeu Thiago. Outro silêncio profundo tomou conta do julgamento.</p>
<p>-Hã&#8230; Beleza. – Falei rindo. – Senhor Acauã, é verdade que você matou a sua esposa à colheradas?</p>
<p>-Eu era casado?</p>
<p>-Era sim.</p>
<p>-Então eu matei sim. – Falou Acauã, em tom inocente. Antônio, neste momento, olhou atônito para Acauã.</p>
<p>-Oh criatura! Não admita! Você tem que provar que é inocente.</p>
<p>-Ah! Desculpa!Então eu não matei. Eu nego. – Falou Acauã.</p>
<p>Silêncio.</p>
<p>-Aiai&#8230; Beleza. – Falei rindo. – Pois bem&#8230;</p>
<p>-Petrus, dê logo o veredicto. Já vai tocar e vai ser aula de educação física. – Resmungou Bruno.</p>
<p>-Protesto! – Falou Antônio.</p>
<p>-Protesto revogado. – Eu falei.</p>
<p>-Porque revogado, meritíssimo?</p>
<p>-O senhor Bruno tem completa razão ao me lembrar das regras dessa instituição de justiça.</p>
<p>-Instituição de justiça? Então creio eu que deverá existir justiça nesse recinto, não? Por isso lhe peço que você conceda um julgamento imparcial.</p>
<p>-Concedimento negado.</p>
<p>-Essa palavra não existe, meritíssimo.</p>
<p>-Estás a criticar um oficial de justiça?</p>
<p>-Meu emprego me concede esse privilégio.</p>
<p>-Privilégio negado.</p>
<p>-Mas isso é uma calúnia, meritíssimo! – Neste momento estávamos de pé, olhando um para o outro. – Irei encaminhar esse caso à procuradoria se você não for contundente ao seu emprego de juiz de justi&#8230;</p>
<p>-Putz&#8230; Está bom! – Falou Acauã. Ele se levantara e se postara entre eu e Antônio. – Petrus, porque você não arquiva esse caso e vamos logo para a quadra poliesportiva?</p>
<p>Eu e Antônio olhamos para Acauã. Por uns instantes, ficamos paralisados. Em seguida, caímos na gargalhada. Thiago e Bruno que assistiam a tudo, também riram.</p>
<p>-Beleza&#8230; Declaro o caso arquivado. Agora vamos embora&#8230;</p>
<p>Seguimos para a quadra poliesportiva. O caso nunca mais foi retomado. E hoje, vejo que essa brincadeira nossa refletia, e ainda reflete, a justiça brasileira, no qual muito<em>s </em>casos são arquivados e no final acabam em pizza.</p>
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		<title>Petrus e seus capangas&#8230;</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Jul 2009 16:28:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Petrus</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[amigos]]></category>
		<category><![CDATA[infância]]></category>

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		<description><![CDATA[Sabe aquelas tardes que você está fazendo nada e você tem momentos nostálgicos? Quando você se lembra da sua infância e coisas de tal? Então&#8230; Eu acabei de ter agora e resolvi compartilhar com você, leitor do meu blog.
Lembro de uma noite, na hora do jantar, de eu estar triste e cabeça baixa. Isso foi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sabe aquelas tardes que você está fazendo nada e você tem momentos nostálgicos? Quando você se lembra da sua infância e coisas de tal? Então&#8230; Eu acabei de ter agora e resolvi compartilhar com você, leitor do meu blog.</p>
<p>Lembro de uma noite, na hora do jantar, de eu estar triste e cabeça baixa. Isso foi lá para 2001, quando eu tinha 9 anos. Quando eu ainda tinha meus cabelos lisos e corte tipo “Surfista” (Que eu bem me lembro, esse era o nome do corte de cabelo)</p>
<p>-Petrus. O que teve contigo? Você parece triste&#8230; – Falou a minha mãe à mesa.</p>
<p>-Ah mainha&#8230; Nada não. Só é que nunca mais quero falar com Lucas. Aquele chato.</p>
<p>-Lucas? O seu amiguinho de escola? O que ele fez?</p>
<p>-Ele é muito chato. Não para de fazer reclamações. E só quer brigar. Hoje ele me sacaneou na aula de caratê. Acho que ele nunca foi meu amigo&#8230;</p>
<p>-E é assim é? Oxe&#8230; Amanhã mesmo vou ao colégio falar com a sua professora.</p>
<p>-Não, mainha! Deixe comigo&#8230; Já estou resolvendo a situação com Lucas. Só preciso gastar 4 reais e pronto.</p>
<p>-Como?</p>
<p>-Contratei quatro seguranças para bater em Lucas amanhã. Ele vai ver só&#8230;</p>
<p>Minha mãe soltou os talheres e me olhou friamente.</p>
<p>-Como é que é?</p>
<p>-Eu contratei quatro seguranças. Se ele tirar onda comigo, eles vão quebrá-lo na porrada.</p>
<p>-Mas isso é errado, Petrus!</p>
<p>-Eu sei&#8230; Se eu tivesse uns porretes tipo o de Ratinho, seria mais fácil&#8230;</p>
<p>-Petrus!</p>
<p>Minha mãe estava de pé. O meu padrasto assistia a tudo calado. Era evidente que ele estava segurando um riso.</p>
<p>-Quem são os seus seguranças&#8230; Melhor, quais são os garotos que você pagou para bater em Lucas?</p>
<p>-João, Tadeu, Ezequiel e Jeremias.</p>
<p>-Mas eles são os garotos que você odeia!</p>
<p>-É, mas agora eles são meus seguranças.</p>
<p>-Petrus, tu tem que parar com isso. Isso é errado! Aliás, vou ligar agora mesmo para a sua professora para colocar vocês de castigo no recreio.</p>
<p>-Eba!</p>
<p>-Por que o “eba”, criatura? Por acaso você agora é masoquista?</p>
<p>-É que hoje ficamos de castigo&#8230;</p>
<p>-Você já ficou de castigo????</p>
<p>-Claro! E foi massa! – nesse momento eu comecei a rir. Foi aí que o meu padrasto soltou uma gargalhada.</p>
<p>-Bonito, heim? E ainda fica achando graça?</p>
<p>-Mainha, é muito bom! Eu e meus amigos ficamos sem recreio e ficamos na sala. Foi super bom porque brincamos muito!</p>
<p>Hoje vejo o quanto a minha professora era burra&#8230;</p>
<p>Minha mãe, frustrada, deixou a conversa de lado. E no dia seguinte, eu coloquei em prática o meu plano&#8230; Ou pelo menos tentei.</p>
<p>Quando chegou a hora H, os meus quatro seguranças deserdaram. Eu esqueci o dinheiro do pagamento deles. Na hora, eu achei tudo bem. Eu ia trazer no dia seguinte e quebrar Lucas no cacete. Claro, se o mesmo não tivesse vindo até a mim e pedido desculpas. Conseqüentemente, ficamos amigos. E como conseqüência da conseqüência, não precisei mais dos meus seguranças.</p>
<p>Engraçado como somos quando crianças&#8230;</p>
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