Cotidiano
Selvageria em Faculdade
por Petrus em out.29, 2009, em Cotidiano
O seguinte fato aconteceu no século 19, em plena Era Vitoriana, na gloriosa e austera Grã-Bretanha. O local foi a velha Universidade de Oxford, reduto das grandes mentes da época.
Porém, um fato pôs em prova a integridade moral dos alunos que estudavam naquela distinta universidade. Uma estudante de Direito, vinda de uma legítima família escocesa, realizou o crime de aparecer com uma vestimenta que mal ia até as coxas. E a situação se intensificou quando a mesma, no prédio da Christ Church College, começou a subir as escadarias, revelando assim, para quem estava abaixo, a sua abundância e distintas partes íntimas. Os jovens estudantes que viram aquela inusitada e gratificante cena realizaram um levante, os quais, provavelmente, nunca viram uma mulher despida desde que foram desmamados.
Aqueles jovens homens começaram a cercar a pobre garota, com gritos e galanteios, até que ameaçaram violentá-la. E ela, desesperada, correu e se trancou em uma sala. A balbúrdia chamou a atenção dos outros alunos, os quais abandonaram as suas respectivas salas de aula e formaram uma multidão de frente de onde a garota estava trancada. Homens e mulheres ameaçavam invadir a sala e gritavam: “Puta! Puta!”. Dezenas de pessoas se juntaram para agredi-la, tanto verbalmente quanto fisicamente. Foi preciso que um grupo da Guarda da Universidade entrasse no prédio para evitar que a pobre moça não fosse protagonista de um evento violento.
Agora, uma retificação. Nada disso aconteceu nos tempos moralistas e patriarcais da boa Rainha Vitória. Essa história aconteceu, de verdade, na noite da última quinta-feira, dia 22, no campus da Uniban em São Bernardo do Campo. Clique aqui para saber mais.
E faço as palavras desse homem as minhas:
*Texto inspirado na comunidade do Sport Club do Recife, criado por LELO.
Prostesto sobre o ENEM
por Petrus em out.04, 2009, em Cotidiano, Política
Como muitos devem ter notado ao ler esse blog, eu sou um estudante. E como um bom estudante de Ensino Médio, eu vou fazer o ENEM – Exame Nacional do Ensino Médio – para então poder ingressar na Universidade. Porém, a alguns dias, ao acordar, recebi uma notícia chateadora e, sobre tudo, bastante revoltante. Como muitos devem saber, o ENEM do ano de 2009 foi adiado por motivos corruptos. E esses motivos, meu caro, são revoltantes para a maioria dos estudantes que estudaram muito para realizar essa prova e, na reta final, acontecer algo tão falho na realização das provas. E essa desaprovação, revolta ou simplesmente ira pela séria falha do sigilo das avaliações eu presenciei. Eu, como um bom estudante brasileiro, participei de um protesto sobre o ENEM

Sem mais palavras, paro por aqui. Espero participar de mais protestos para escrever um bom texto.
E como diria um Willian Bonner rebelde: FORA SARNEY! E boa noite.
Dia do Blog
por Petrus em ago.31, 2009, em Cotidiano
Hoje é um dia especial. Um dia que, de tão especial, eu tenho que usar a expressão “do caralho” para você, leitor, melhor entender. O dia que homenageia essa grandiosa rede virtual de textos informais e formais no qual faço parte. Esse dia que não é só do caralho… É CARALHOSO! É isso irmãos, irmãs e pseudos-críticos. Hoje, é nada menos, que o Dia do Blog!!!
ATENÇÃO: nas informações a seguir não foi encontrado resquícios de utilização do Wikipédia. Se houver, é tudo intriga da oposição.
O Dia do Blog foi estabelecido de forma informal para o dia 31 de Agosto. É o dia internacional do Weblog, Blogue ou simplesmente Blog. Esta data foi escolhida porque seus números 31/08 se assemelham com a palavra Blog.
Foi estabelecido que durante esse dia, blogueiros de todo o mundo deverão colocar uma mensagem aos seus leitores, apontando para outros blogs que considerem interessantes. Assim seus leitores poderão descobrir novos blogs para serem lidos, divulgando os blogs pela internet.
É isso… E os meus 5 blogs preferidos são os seguintes. Dois deles fazem parte da MEGA LIGA DOS BLOGUEIROS AMIGOS PALADINOS do qual faço parte. Eu sei… Isso é bastante nerd. Mas como nerd ta na moda, eu não ligo.
- Cisneiros por aí: Esse cara consegue pegar qualquer coisa do cotidiana e conta-la com humor. Ele é foda, não é atoa que é meu amigo. http://blog.cisneiros.com/
- Blog do Armando: Novato na blogesfera, porém, um ótimo escritor. Contando poemas e dando dicas, esse é meu amigo Armando. http://blogdoarmando.com/
- Irmãos Brain: Você nunca verá bonecos de Lego tão sem noção quanto esses irmãos. http://www.irmaosbrain.com/
- DrPepper: Um blog com humor politicamente incorreto, mostra tirinhas potencialmente engraçadas. http://blog.drpepper.com.br/
- Elfuçador: O pai de Cisneiros é uma figura. Acho que é daí que Cisneiros herdou o seu poder de humor. http://elfucador.com
É isso. Aproveite essa grandiosa data do mundo da internet que homenageia a nova legião de escritores do século 21.
E como diria o Willian Bonner grego: Καληνύχτα
Treinando moscas
por Petrus em ago.22, 2009, em Cotidiano
AVISO: Esse monólogo é meramente especulativo e totalmente fictício, porém, quem sabe, verossímil, de um hipotético envolvido em um treinamento de estratégias militares de caráter aéreo onde, diretamente, moscas domésticas são os elementos vivos relacionados ao desenvolvimento da destreza ensinada. A utilização de vocábulos de baixo calão é necessária para deixar mais verídico o drama.
Abre aspas:
E aí galera! Beleza? Vocês pegaram esse trampo para treinar moscas na arte da guerra. Pode parecer uma merda, mas é um trabalho do caralho, tá entendendo? Os peixes lá de cima querem que a gente treine essas moscas tão bem que elas possam apagar um X9 melhor que a gente, ta ligado meu? Mas, antes de treina-las para utilizar como berros, precisamos ensina-las na arte do comércio, entende meu? Entregar o baguio nos pontos, meu. Para isso desenvolvemos um método de linha. Um método de entrega aéreo. Um método tão do caralho que você vai dizer “Caralho meu!”. Sentiu a potência do plano, meu? Como é que é? Como é que moscas podem entregar o baguio? É simples, meu! Depois de eu explicar os esquemas você vai entender! Principalmente depois que eu te mostrar esse tutorial! Saca só meu!

Vocês devem estar se perguntando que porra essa imagem está explicando. Uma nova forma de produção, talvez. Não, não é uma nova forma de produção. Se trata do início de como fazer uma aeronave movida a moscas. Sim, é iss… Ê! Respeite seu professor! Isso não é loucura. É só uma forma eficaz e barata de transporte do baguio! Agora senta ai que os peixes querem que tu aprenda isso! Sentou? É bom que fique ai. Ta ligado? Pois bem…
Vamos fazer a aeronave. Primeiro, como vêem, devemos cortar cuidadosamente com uma lâmina a cabeça de um palito de fósforo deixando um pouco de pólvora, pois será a cabeça do avião. Cuidado, meu! Se tu arrancar um taco do seu dedo, os peixes não se responsabilizam! Depois com um bom trabalho, cole outros pedaços de palitos, criando uma forma de avião.

Depois de terminada a mão de obra, é hora de caçar moscas. Podemos acha-las em qualquer canto. Vai dizer que você não sabe onde achar, meu? É só tu ir no banheiro para pintar a porcelana, sabe, que aparece um bocado, meu! Pois bem… Nós só vai precisar de 4 moscas. Eu já tenho umas aqui. Quando forem pegar pessoalmente, não invente moda de pegar mais que não temos prazo de perfumaria, ta entendendo? E tenham cuidado para não machuca-las! Depois só é guarda-las no congelador para não se cansarem tentando fugir.

Enquanto nossas amiguinhas descansam no congelador, vamos voltar para o avião. Prestem atenção! Peguem esse alfinete. Isso… Porra! Como tu se fura assim? Porra… Ta sangrando essa porra. Saia daqui! Vá se lavar e depois volte! Porque? Tu ta mechendo em moscas, criatura! Porra… Só tem idiotas aqui. Nem doidão eu me furo desse jeito, meu!
Voltando ao avião, é o seguinte. Tomem cuidado! Com o alfinete, pinguem 4 gotas de cola nas asas do avião. Isso. Separados uniformemente, entende meu? Para deixar o serviço perfeito. Trabalho bem feito. Entende? Isso… Isso mesmo! Estão vendo? Fala sério, meu! Eu é que deveria estar fazendo esse trabalho! Não é fácil?

Depois retire as moscas do refrigerador. Tipo… Parecem que elas estão mortas, nê? Não se mechem nem nada. Na verdade elas só estão congeladas. Por isso que devemos aproveitar isso e colá-las logo no avião! Cuidado para não machucar as asas! Não queremos ter um aeromodelo aleijado!

Depois de um tempo, elas vão acordar e vão tentar voar. Óia! Não disse? Olha elas aí tentando voar. Não é lindo?

Com a força das 4 moscas, a bicha vai levantar vôo. Na primeira vez que eu vi, eu não acreditei que elas estavam indo além o quintal lá de casa. Foi tão lindo! E não é fácil fazer isso? Com esse tutorial é rapidinho! É-FO-DA! Como é? Onde pode encontrar esse tutorial na internet? Porra, é só olhar no Google. Foi de lá que eu tirei esse tutorial. E digo mais! Com umas, digamos, cinqüenta moscas, nós podemos fazer um aeromodelo mais forte para levar o baguio. O material do avião tem que ser bem leve. Com isso, nosso mercado vai se expandir além da nossa zona urbana. Segundo os peixes grandes, podemos chegar até as cidades vizinhas. Acho que eles falaram também algo sobre entregar em outro estado. Não me lembro… Mas vejam bem, vocês tem dois dias inteirinhos para vocês treinarem! Na próxima aula, vou dar início nas aulas de estratégias ofensivas, entende meu? E se vocês tiverem alguma dúvida, dêem um grito no meu celular, beleza? Qualquer coisa, eu vou tá na praia. Fui!

Fecha aspas.
Gritos incessantes
por Petrus em ago.14, 2009, em Cotidiano, Política
Gritos incessantes. Mãos ao alto batendo palmas. Placas e cartazes com dizeres balançavam e anunciavam o fulgor dos direitos exigidos. E eu, adolescente, no meio de tudo, via aquela multidão em coro cantando melodias. Outros falavam palavras não tão melodiosas, mas o seu sentido não deixava a desejar. Admirei aquilo tanto que, conseqüentemente, me reuni à multidão e comecei a protestar também por aqueles direitos.
Estava feliz. Estava satisfeito. Tudo ia bem quando um estrondo, vindo de algum lugar, ecoou pela rua. Cartazes foram jogados ao chão. As palmas cessaram. Muitos gritaram de susto e começaram a correr. Eu não entendia. Fiquei estagnado no local. Eu olhava ao redor. Via o terror na face de alguns. Porém, também via a ira em outros. Olhei para frente, em direção ao horizonte. E vi. Avistei os seres que trouxeram o horror. Seres negros, vestidos como a morte. Seres vestidos de preto, os quais brandiam armas em uma mão e escudos em outra. Avançavam, em passos iguais. Avançavam com coragem. Sem temor. Avançavam com a lei ao seu lado. Avançavam como policiais. Olhei nos olhos de cada soldado, através das viseiras de seus capacetes. Aquela cena era impressionante. Continuei parado. Só me movi quando um daqueles homens avançou mais que os outros e disparou algo com a sua arma. Uma bola envolta em fumaça subiu e caiu ao meu lado, provocando um estrondo. A fumaça subiu e me sufocou. Meu pulmão se esvaziou e senti uma dor. Instintivamente, corri para longe daqueles soldados. Daqueles seres.
Olhei para trás e vi meus companheiros indo contra a fumaça, com pedras na mão. Arremessavam em direção aos policiais. Em vão, pois a pedra batia contra seus escudos, deixando-os protegidos. Automaticamente, houve disparos. Os soldados atiravam contra os manifestantes que, gradativamente, recuavam. Alguns caiam ao chão, feridos pelos projéteis de borracha. Eu, em minha inocência, assistia tudo ao longe, crendo que não seria atingido. Engano meu. Lembro-me que do nada olhei para a minha perna. Vi sangue. Havia uma perfuração. Automaticamente, senti uma dor nauseante. Cai ao chão. A bala não perfurara, só desfragmentara. Porém, doía muito. Fiquei ao chão, esperando socorro. Nada. Ouvi passos. Olhei para cima e vi os seres negros. Um deles me levantou e me guiou no sentido contrário que iam. Segurava com veemência o meu braço. A dor na perna piorara. O soldado não parecia se preocupar. Tentei olhar para trás. Os policiais avançavam. A multidão se dispersara. O fulgor dos direitos exigidos não mais refletia em suas íris. Todos desistiram. Correram. Pelo visto, não iam voltar mais em uma futura manifestação. Não iriam mais reivindicar os seus direitos. E agora, neste momento de reflexão, me pergunto: para que a luta se não houve a busca pela vitória?
Enquanto isso no colégio…
por Petrus em ago.05, 2009, em Cotidiano, Quadrinhos

Um pai com o seu filho
por Petrus em ago.02, 2009, em Cotidiano, Outros
Eu tinha me esquecido que dia de Domingo era o dia de histórias moralistas. Ai está o de hoje.
Um pai com o seu filho
Em uma bela tarde de domingo, um garoto estava em casa jogando seu video-game. Era interessante a atenção que o garoto prestava ao jogo. Ele simplesmente não desgrudava os olhos da televisão. E foi por causa do comportamento daquele garoto que chamou a atenção do pai do mesmo.
O pai estava passando quando viu o filho jogando. Foi aí que ele resolveu olhar o jogo. Depois de um tempo o pai falou:
-Oi filho. – O filho não respondeu. – Filho? – Falou o pai novamente, mas o filho não respondeu. Era impressionante como o garoto não despregava os olhos do jogo. O pai analisou a situação e depois de alguns segundos ele aplicou em seu filho uma tapa na cabeça. Popularmente conhecido como “pedala Robinho”.
-Pai! Isso doeu! – Falou o garoto. Curiosamente, ele havia apertado o botão “pause” do controle antes de falar.
-Bem que mereceu. Estou há um bom tempo te chamando e você não responde! – Falou o pai com um tom de voz firme que deixou o filho envergonhado.
-Desculpa. O que o senhor queria mesmo?
-Somente queria saber se você gostaria de caminhar com o seu velho pai. – Falou, já com um tom de voz calmo. O menino, já com a vista cansada de tanto jogar, parou e pensou. Olhou para o jogo como se estivesse analisando a situação e falou:
-Depois de terminar o jogo eu vou, pai.
O pai analisou e concordou. Os dois combinaram que quando o jogo acabasse, o filho iria se encontrar com o pai na pista de caminhada do parque. E assim foi feito.
A tarde passou e logo anoiteceu. O pai voltou chateado para casa, pois seu filho não compareceu. E quando ele entrou na sala de vídeo, encontrou seu filho Grudado no vídeo-game. “Meu Deus!” disse o pai impressionado pelo vício do menino. Ele se aproximou do filho e aplicou-lhe novamente o popular “pedala Robinho”.
-Pai! De novo? – Falou o menino depois, é claro, de ter apertado “pause”.
-Desculpa filho, não consigo segurar minha mão. – falou o pai com ironia. – Você não disse que quando acabasse o jogo iria caminhar comigo?
-Disse… Sendo que eu ainda não terminei o jogo.
-Não?
-Não. Estou preso neste estágio desde que o senhor saiu.
-Hum… Que estágio do capiroto é esse?
-Esse pai. – Falou o menino, apontando para a televisão. O pai olhou e analisou. O filho olhou atento para o pai que parecia estar pensando em algo do jogo. Depois de um tempo, o homem falou.
-Já experimentou empurrar aquele muro? – O filho automaticamente olhou para o jogo e notou que ainda não tentara aquela possibilidade. Ao pensar nisso, ele sentiu uma tapa em sua nuca. O filho olhou para o pai e o pai fez um gesto com a cabeça, como se estivesse dizendo para empurrar a parede. E assim o fez… E o menino conseguiu passar daquele estágio. Abobalhado, o filho ficou olhando para o jogo, não crendo na coisa simples que era para fazer. O pai, analisando isso, falou:
-Muito bem… Vamos caminhar? – Ao dizer isso, o filho olhou indignado para o pai.
-Vamos caminhar durante a noite?
-Se você tivesse ido quando te chamei, não teria de ir durante a noite. – Falou o pai, com um leve sorriso no rosto.
-Mas pai…
-Nada de “mas pai”. Você prometeu que quando terminasse o jogo iria caminhar. Se vista e vamos – O filho analisou e concordou. O pai viu que seu filho estava envergonhado. Então o abraçou. Um leve sorriso passou pela face do pai – Da próxima vez, ouça o seu pai, meu filho.
Moral: Sempre escute e siga os conselhos dos seus pais, pois eles te levarão ao caminho certo. Ao menos que você seja filho de algum presidiário, mafioso, traficante ou político.
Um julgamento no recreio…
por Petrus em jul.26, 2009, em Cotidiano
Alguns dias atrás eu postei uma história da minha infância e citei que de vez em quando tenho momentos nostálgicos. Pois é, hoje tive outro desses momentos o qual também resolvi compartilhar.
Lembro-me de uma manhã, em um recreio qualquer. Eu tinha uns 12 anos, que eu bem me lembre. Era quando eu ainda usava um aparelho fixo para correção dentária, deixando-me com uma aparência bastante nerd (pior do que sou agora). (continue a ler…)
Petrus e seus capangas…
por Petrus em jul.14, 2009, em Cotidiano
Sabe aquelas tardes que você está fazendo nada e você tem momentos nostálgicos? Quando você se lembra da sua infância e coisas de tal? Então… Eu acabei de ter agora e resolvi compartilhar com você, leitor do meu blog.
Lembro de uma noite, na hora do jantar, de eu estar triste e cabeça baixa. Isso foi lá para 2001, quando eu tinha 9 anos. Quando eu ainda tinha meus cabelos lisos e corte tipo “Surfista” (Que eu bem me lembro, esse era o nome do corte de cabelo)
-Petrus. O que teve contigo? Você parece triste… – Falou a minha mãe à mesa.
-Ah mainha… Nada não. Só é que nunca mais quero falar com Lucas. Aquele chato.
-Lucas? O seu amiguinho de escola? O que ele fez?
-Ele é muito chato. Não para de fazer reclamações. E só quer brigar. Hoje ele me sacaneou na aula de caratê. Acho que ele nunca foi meu amigo…
-E é assim é? Oxe… Amanhã mesmo vou ao colégio falar com a sua professora.
-Não, mainha! Deixe comigo… Já estou resolvendo a situação com Lucas. Só preciso gastar 4 reais e pronto.
-Como?
-Contratei quatro seguranças para bater em Lucas amanhã. Ele vai ver só…
Minha mãe soltou os talheres e me olhou friamente.
-Como é que é?
-Eu contratei quatro seguranças. Se ele tirar onda comigo, eles vão quebrá-lo na porrada.
-Mas isso é errado, Petrus!
-Eu sei… Se eu tivesse uns porretes tipo o de Ratinho, seria mais fácil…
-Petrus!
Minha mãe estava de pé. O meu padrasto assistia a tudo calado. Era evidente que ele estava segurando um riso.
-Quem são os seus seguranças… Melhor, quais são os garotos que você pagou para bater em Lucas?
-João, Tadeu, Ezequiel e Jeremias.
-Mas eles são os garotos que você odeia!
-É, mas agora eles são meus seguranças.
-Petrus, tu tem que parar com isso. Isso é errado! Aliás, vou ligar agora mesmo para a sua professora para colocar vocês de castigo no recreio.
-Eba!
-Por que o “eba”, criatura? Por acaso você agora é masoquista?
-É que hoje ficamos de castigo…
-Você já ficou de castigo????
-Claro! E foi massa! – nesse momento eu comecei a rir. Foi aí que o meu padrasto soltou uma gargalhada.
-Bonito, heim? E ainda fica achando graça?
-Mainha, é muito bom! Eu e meus amigos ficamos sem recreio e ficamos na sala. Foi super bom porque brincamos muito!
Hoje vejo o quanto a minha professora era burra…
Minha mãe, frustrada, deixou a conversa de lado. E no dia seguinte, eu coloquei em prática o meu plano… Ou pelo menos tentei.
Quando chegou a hora H, os meus quatro seguranças deserdaram. Eu esqueci o dinheiro do pagamento deles. Na hora, eu achei tudo bem. Eu ia trazer no dia seguinte e quebrar Lucas no cacete. Claro, se o mesmo não tivesse vindo até a mim e pedido desculpas. Conseqüentemente, ficamos amigos. E como conseqüência da conseqüência, não precisei mais dos meus seguranças.
Engraçado como somos quando crianças…
Alguns dias na Chapada
por Petrus em jul.14, 2009, em Cotidiano
Eu, particularmente, odeio blogs que não são atualizados. Sempre eu era o chato dos comentários que fica pedindo repetitivamente a atualização. Porém, agora que eu tenho um, vejo o quanto é difícil deixar constantemente atualizado um blog. Às vezes é por falta de tempo e outras vezes são por preguiça mesmo. Mas a maioria da culpa é por causa da falta de criatividade. Vocês não sabem o quanto é difícil escrever um texto único! Veja só o folhetim, por exemplo! Há um bom tempo que crio desculpa para postar a parte 2 do “Mato porque te amo” onde a verdade eu não sei o que escrever mais! Estou simplesmente empacado no primeiro parágrafo! Mas isso não vem ao caso.
Finalmente, depois de dias sem atualizar, me veio a luz. Um momento mediúnico, porém, tedioso. Como costume nessas férias, eu estava nerdando no computador quando resolvi dar uma olhada nas fotos da minha última viagem. Eu fui para a Chapada Diamantina, interior da Bahia. E foi nesse momento de recordação que resolvi criar um post sobre a Chapada. E é a seguir que você lerá o que escrevi.